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Grupo Oi entra com novo pedido de Recuperação Judicial para subsidiárias Serede e Tahto

  18 de Julho de 2025

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A operadora Oi protocolou nesta quarta-feira (17) um novo pedido de recuperação judicial, agora voltado às suas subsidiárias Serede, especializada em serviços técnicos de rede, e Tahto, voltada ao atendimento ao cliente (call center).

 

A medida, que já era esperada pelo mercado, faz parte do plano de reorganização da companhia e visa incorporar as empresas à estrutura do grupo Oi. O pedido foi registrado na 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

 

Este movimento se insere no contexto da segunda recuperação judicial da Oi, iniciada em 2023. A primeira, de 2016, foi uma das mais complexas da história empresarial do Brasil. Desde então, a companhia vem buscando alternativas para enfrentar as dificuldades financeiras e preservar suas operações.

 

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Oi afirmou que o pedido tem como objetivo garantir a continuidade das atividades das subsidiárias, viabilizar uma reestruturação econômico-financeira, proteger credores e trabalhadores, além de permitir novos investimentos nas áreas estratégicas do grupo.

 

Segundo o CEO Marcelo José Milliet, a Oi mantém confiança na capacidade operacional e comercial das empresas, e aposta na aprovação de um novo plano que preserve o valor do grupo.

 

Nos últimos anos, a companhia já se desfez de ativos importantes, como a operação de telefonia móvel, parte da rede fixa e torres de transmissão. Agora, a estratégia é concentrar esforços em segmentos mais lucrativos, como internet por fibra óptica e soluções corporativas em telecomunicações.

 

O plano de recuperação das subsidiárias deverá ser apresentado em breve aos credores e submetido à votação em assembleia. Para isso, o atual plano de recuperação judicial da Oi receberá um novo aditivo.

 

A reestruturação da Oi é um exemplo emblemático dos desafios enfrentados por grandes empresas em setores altamente regulados e competitivos. Casos como este reforçam a importância do uso estratégico da recuperação judicial como ferramenta de reequilíbrio financeiro e preservação da atividade empresarial.


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