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Samarco encerra recuperação judicial quase uma década após desastre de Mariana

  15 de Agosto de 2025

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A 2ª Vara Empresarial de Belo Horizonte encerrou oficialmente o processo de recuperação judicial da Samarco, atendendo a pedido feito pela própria empresa. O processo havia sido iniciado em abril de 2021, como medida para reorganizar as finanças após o grave impacto econômico e social causado pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em novembro de 2015.

Segundo a mineradora, nos últimos dois anos foi possível reestruturar mais de R$ 50 bilhões em dívidas com cerca de 10 mil credores, incluindo compromissos com as acionistas Vale e BHP Brasil, que realizaram aportes financeiros após a tragédia.

 

Origem do processo
O desastre de Mariana, que completa 10 anos em novembro, lançou cerca de 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos na bacia do Rio Doce, entre Minas Gerais e Espírito Santo, resultando na morte de 19 pessoas e causando um dos maiores impactos ambientais da história do país. Como consequência, a Samarco teve as licenças ambientais suspensas e ficou cinco anos sem operar, acumulando dívidas bilionárias.

 

Plano de recuperação
Após longas disputas judiciais, a Assembleia Geral de Credores aprovou, em 2023, o Plano de Recuperação Judicial da empresa. Desde então, segundo a mineradora, as ações previstas vêm sendo cumpridas, e a maior parte foi concluída já no início de 2024. O encerramento do processo, segundo a Samarco, representa um marco para o reequilíbrio econômico-financeiro e consolida bases sustentáveis para o crescimento futuro, com o compromisso de cumprir as obrigações previstas no Novo Acordo do Rio Doce.

 

Situação atual e perspectivas
Atualmente, a Samarco opera com 60% de sua capacidade produtiva instalada e projeta atingir 100% até 2028, alcançando 27 milhões de toneladas anuais de pelotas e finos de minério de ferro. A retomada vem ocorrendo de forma gradual, acompanhada de investimentos em segurança e sustentabilidade.

 

O encerramento da recuperação judicial simboliza não apenas a reorganização financeira da mineradora, mas também um passo importante para superar os efeitos econômicos da tragédia, ainda que seus impactos sociais e ambientais permaneçam como um desafio a longo prazo.


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